Quarta-feira, Maio 31, 2006














Poderosas, como alguém as definiu logo na primeira noite.
As Poderosas e a Fátima Felgueiras, como um amigo meu lhe chamou mesmo desconhecendo a brincadeira que dera origem ao nome...
As personagens, para além das pessoas que as vestiram em palco durante estes nove dias, criaram empatias com o público.
Encantaram e divertiram.
E eu sei, porque me foi dado o privilégio de ser actor e espectador, que expressões, que falas, que movimentos ficaram como os mais populares entre o público.
A cara absolutamente insana da Natalie quando exclamava podes olhar, se quiseres;
a coreografia do Nuno, verdadeiramente descontrolada; a luta pelos copos que a Teresa travava com toda a gente no seu grupo; as galinhas da Carla; o klapsbazen da Aileen; o sabia que não eram de confiança da Leonor.


O sinistros da Milene; o sossegados da Arminda; os arrepios na espinha da Silvia; o só de pensar nisso do Gonçalo; os patifes da Sara.

Do alto do meu cubo, sentado nos meus degraus, vi tanta coisa maravilhosa. Como naquele dia em que a Leonor não conseguia pegar na ponta da fita métrica. Como quando a Teresa me fez um gesto feio deitada no chão. Quando o Nuno coçou a canela pela primeira vez. O desenvolvimento de uma paixão dividida por um muro mas unida por uma flor.
Foram momentos mágicos, emocionantes e que me emocionaram diversas vezes. Tantas vezes tive de conter a gargalhada. Tantas vezes senti o nó na garganta, orgulhoso de vocês. E Silvia, os arrepios na espinha são mesmo verdade...



Foi tão bom partilhar o camarim convosco. Ouvir as vossas gargalhadas, sentir o vosso entusiasmo. Quem me faz o nariz?, quem me empresta base?.

Sossegadinho no meu espelho, ouvia-vos e sentia-vos bem de perto, e mesmo sem nunca vos ter dito, a verdade é que vocês, as vossas personagens e as vossas memórias se entranharam em mim.

E é nestas alturas que desejava ser a minha memória uma máquina de filmar, e poder assim registar estes quatros meses - que me parecem agora ter sido apenas quatro horas. Gravar todos os minutos, os bons e os maus, todas as conversas, todas as risadas, as lágrimas também. Poder mostrar-vos a toda a gente, poder contar como foi exactamente. Como eram os minutos passados no 77 antes do início de cada aula. Como eram os intervalos para cigarrinho. Como os olás passaram a ser cada vez mais confortáveis e os até amanhãs cada vez mais difíceis.

E agora, ainda mais difícil.

Hoje, tão difícil

Queria registar a noite de hoje como vocês merecem. Uma homenagem a estes quatro meses, a este espectáculo, a este grupo de amigos, ao amor que nutro por vocês todos.

Registar a emoção que nos vai acompanhar naquele palco.

Hoje, mais do que nunca. O que vai acontecer quando sairmos para agradecer ao público o aplauso que nos acaricia. Como vai ser a última noite no camarim, a última vez que retiramos a pinta vermelha da pontinha dos nossos narizes, a última vez...

E tenho a certeza de que não o vou conseguir fazer como vocês realmente mereciam.

Como um Registador devia registar.

O Registador

5 Comments:

At Quarta-feira, 31 Maio, 2006, Blogger condessa said...

Gosto desta palavras, afinal de contas foste sempre o nosso público residente!!!! Também tu está de parabéns e quanto à magia bem resta a nós saber perpetuar as coisas boas, não é?

 
At Quarta-feira, 31 Maio, 2006, Anonymous panteracorderosa said...

tão bonito..que bem que o nosso registador escreve...até fiquei com a lagrimita no canto do olho...

 
At Quarta-feira, 31 Maio, 2006, Blogger leo valmont said...

És lindo!! Faço minhas as tuas palavras, e como é dificil admitir o que escreves.
Agora só espero que o terminar destes encontros não termine o amor que foi crescendo dentro de todos nós e por todos nós.
Não vos quero perder, e apesar de saber (lá no fundinho) que isso não vai acontecer, já tou com saudades vossas.
Tantas são as saudades que prefiro pensar que este não é o último dos últimos mas apenas o último de muitos primeiros que ainda estão para vir....

Amo-vos a todos, de coração,

Vossa sempre e incondicionalmente amiga Leonor

 
At Quarta-feira, 31 Maio, 2006, Anonymous Teguesa said...

ao olhar para este artigo, terminei a leitura a olhar para os pelos dos meus braços e reparei que estavam todos bem irtos e levantados, tipoooo: pele de galinha!!!
Somos um todo e uma equipa, um elenco do qual me orgulho de ter feito parte. Nem mais nem menos, conta certa e sem dúvida que um dos maestros para além do nosso querido Jacinto, foi o nosso registador sempre com uma critica um incentivo um comentário a fazer no fim de cada espectáculo!
Obrigado a todos vcs foi um prazer partilhar shakira com bozes!!!
Beijinho a cada um...
Fatinha felgueiras!

 
At Quarta-feira, 31 Maio, 2006, Anonymous zito said...

Eu axo k não estais bem a ver a coisa... Isto não é o fim!

Afinal V. tb são TUP e um TUP k se sente verdadeiramente TUP não morre no fim do curso, mt pelo contrário.

Isto foi só o 1º passo. É compreensível o k sentem! acreditem tds passámos p aí. É o fim de uma etapa! Mas a partir d agr tb V. têm a responsabilidade de cont.

"Este foi apenas o primeiro dia do resto das V. vidas", e apesar d serem lindos, qual borboletas (p + estranho q isto possa parecer!!!) n acredito k morram ao fim do primeiro dia de vida como elas! Pelo menos acredito que têm mais p dar!

Já têm uma base agr aproveitem-na e criem a partir dela!

Pergunto-me: Será que entenderam o q é ser TUP?

 

Enviar um comentário

<< Home