terça-feira, novembro 14, 2006

E o Inverno já chegou......


Olá Amiguinhos.... É a segunda vez que estou a escrever este texto,, é verdade, apaguei o texto sem o desejar, e esta coisa não tem um Botão com uma setinha"retroceder":-( Mas não desisti, estão escrevo mais um vez a mensagem que vos queria transmitir mas de um modo mais resumido... Eu como estou por Vila Real não tenho conseguido ir às nossas reuniões tupianas,, mas vós que continuais pelo Porto, aproveitem o nosso excelente grupo para criar coisas giras,, e depois porque não trazerem cá a Vila Real e outros locais,, E utilizem mais este espaço para darem notícias de sobrevivência.. Onde andaides?????

Beijinhos Gandes da Belhota

segunda-feira, julho 10, 2006



Ó meus queridos, e que tal se nos reunissemos para falar de coisas importantes?
Agora pergunto eu: será que ainda não se aperceberam de que estamos com metade do corpo dentro do TUP? Que a oportunidade de fazermos alguma coisa verdadeiramente nossa foi-nos dada na reunião com a direcção, na semana passada, e que temos de aparecer para darmos a cara e respondermos afirmativamente ao desafio? Será que a alma - ou pelo menos, metade dela - não está também dentro do TUP?
Aos que não puderam comparecer à dita reunião, posso-vos adiantar que existem pelo menos duas ou três situações interessantes e importantes para todos nós, e que merecem ser discutidas como sempre o fizemos: em familia.
Apareçam.

sexta-feira, junho 16, 2006

Que lindo!!!


O que tem este burro a ver com o nosso blog????? Nada mas como eu gosto de burros decidi por um aqui, "prontos" passa a ser o nosso animal de estimação!!!!!

segunda-feira, junho 05, 2006

O fim das horas

Finalmente chegou.
Chegou a hora e já não era
Sem demora,
Essa hora má
A que todos temem
Por não conhecerem outro sentimento.

Procurei-me por entre o tempo,
Procurei-me por dentro,
Por entre as feridas
Amadas e queridas
De tempos em que o tempo
Não era problema
Em que vivia descansada e serena
Em que me sentia amada.

Dei por mim a contar
Todos os segundos,
A ser hipnotizada pelo som dos ponteiros;
Como se quisesse reger todos os mundos
Nos últimos segundos certeiros,
Só com a força de sonhar...

E no fim quando a hora chegou,
Soube que aquela não era a hora...
Porque no fim não se recorda o que se amou,
Porque no fim não se chora,
Apenas tememos a hora
Por não conhecermos outro sentimento.



acredito que isto não foi um fim, mas sim o começo de muitas horas que hão-de vir, passadas em boa companhia. obrigada por tudo...


Pantera cor-de-rosa

Tenho saudades vossas.
Sinto a vossa falta em mim.
Não, não é uma coisa triste ou deprimente, não se preocupem.
De uma certa maneira a saudade que sinto de vocês todos acaba por me confortar na vossa ausência.
Sinto saudades vossas.
Saudades e nem por isso dos dias que passamos juntos.
É mais do que só isso.
São saudades reais da vossa companhia, da vossa presença, da vossa influência na minha vida, todos os dias.

No dia do nosso último espectáculo tive de regressar ao TUP para descarregar algum do material...
Tive de o deixar precisamente na sala onde ensaiamos todo este tempo juntos e juro-vos...
vi-nos e ouvi-nos como se lá estivessemos todos outra vez.
Aquelas paredes nunca mais se livram das memórias que lá deixamos.
E é disso que é feito o TUP. Dessas memórias.

E sinto saudades vossas. Raios, como sinto! Gaita, como me fazem falta!!

Senhores da direcção, por favor marquem a reunião para ontem, que a ressaca já se começa a fazer sentir!

O Registador

Bom dia meus amores!

Para quem está de férias, espero que estejam a ser excelentes… bem merecem,,
Para quem não está que aguarde com paciência, pois não tardam a chegar.. e que bem vão "saber".
Agora para todos: - Quando vamos reunir? Eu quero encontrar-me convosco…

Sim, a belhota está cheia de saudades.,..
Beijinhos

sexta-feira, junho 02, 2006

Gota a gota!


Uma gota, é o que nós somos, gotas no imenso oceano do mundo, da vida.
Todos juntos enchemos o copo!!
Somos gotas que secam,
gotas que nascem,
gotas que brilham
e se apagam logo a seguir.
Gotas eternas ou efémeras!

Isto também é ser claown!!!


Uma imagem vale mais que mil palavras, espero que gostem deste clown!!!!! Gosto desta foto e decidi partilhar este jogo de sombra e luz com os meus japõezinhos.
É o calown de fim de festa!

quinta-feira, junho 01, 2006



Até não correu nada mal.
Quer dizer, podia correr melhor.
Mas se pensarmos bem, a verdade é que era o último dia de uma peça de final de curso de interpretação.
Ou seja, era o FINAL do curso.
Era um dia de festa...

Ok, vou recomeçar este post.
Foi do caraças, minha gente!!!
Foi uma descarga de energia incrivel!
De tal forma que até me esqueci que não levava cuecas!!!
De repente, um pitas-galinhas deu o mote para que quase todos sem excepção resolvessem inprovisar texto, atitude e movimentos. Nem sempre correu bem, houve um momento em especial que essa energia se voltou contra nós e nos fez ficar calados mais segundos do que era suposto.
No entanto...
ontem foi a noite em que conseguiram fazer com que o Registador se desmanchasse em palco. Ontem obrigaram-no a esconder a cara para que o público não percebesse que era o Nuno quem estava ali, e não aquela personagem de saia e chapéu com ventoinha. Nunca mais me esquecerei daquele cápsulas. Lindo!
Mas... mesmo nesses momentos, tivemos a sorte de ter um público que entendeu o ambiente, e reagiu sempre de forma fantástica. Já sei, não foi profissional da nossa parte. Mas essa partilha com as sessenta pessoas à nossa frente à espera de que as divertissemos foi... mágica.

Vou ter saudades daqueles dois minutinhos passados atrás da cortina, antes de entrar em cena.
Vou ter saudades daqueles momentos em que supostamente deviamos estar a fazer aquecimento, e...
Vou ter saudades daquele espectáculo.
Daqueles espelhos com luzinhas, dos corredores do teatro, dos Moccachinos de máquina, da altura em que, ao sair do edificio, nunca conseguia logo perceber quem estava cá fora à nossa espera.

Tanta coisa boa nos aconteceu. Tanto carinho de tanta gente diferente, tanta gente tocada pelo que fizemos.

E por isso mesmo, são coisas sentidas com o coração confortável e animado. Sim, é nostalgia. Mas é nostalgia com a certeza de que, como nos diz o nosso Zito, ser isto apenas o início de uma longa, longa experiência.
Pela minha parte vos digo: foi a melhor coisa que me aconteceu na vida.
Amo-vos

Nuno (O Registador)

quarta-feira, maio 31, 2006

Para vocês

Para a Teresa,
a Leonor,
o Gonçalo,
a Arminda,
o Nuno,
a Carla,
a Milene,
a Natalie,
a Silvia,
a Sara,
a Aileen,
a Rita,
o Joaquim,
o Pedro,
a Marisa,
o Zito,
a Inês,
o Luciano,
o Jorge,
a Anabela,
o Jacinto,
a Vilma,
o Fred,
o Victor
o João
o TUP
Minha voz, minha vida
Meu segredo e minha revelação
Minha luz escondida
Minha bússola e minha desorientação
Se o amor escraviza
Mas é a única libertação
Minha voz é precisa
Vida que não é menos minha que da canção
Por ser feliz, por sofrer, por esperar, eu canto
Pra ser feliz, pra sofrer, pra esperar eu canto
Meu amor, acredite
Que se pode crescer assim pra nós
Uma flor sem limite
É somente por que eu trago a vida aqui na voz
(Caetano Veloso)
Logo vão estar todos na minha voz
O Registador














Poderosas, como alguém as definiu logo na primeira noite.
As Poderosas e a Fátima Felgueiras, como um amigo meu lhe chamou mesmo desconhecendo a brincadeira que dera origem ao nome...
As personagens, para além das pessoas que as vestiram em palco durante estes nove dias, criaram empatias com o público.
Encantaram e divertiram.
E eu sei, porque me foi dado o privilégio de ser actor e espectador, que expressões, que falas, que movimentos ficaram como os mais populares entre o público.
A cara absolutamente insana da Natalie quando exclamava podes olhar, se quiseres;
a coreografia do Nuno, verdadeiramente descontrolada; a luta pelos copos que a Teresa travava com toda a gente no seu grupo; as galinhas da Carla; o klapsbazen da Aileen; o sabia que não eram de confiança da Leonor.


O sinistros da Milene; o sossegados da Arminda; os arrepios na espinha da Silvia; o só de pensar nisso do Gonçalo; os patifes da Sara.

Do alto do meu cubo, sentado nos meus degraus, vi tanta coisa maravilhosa. Como naquele dia em que a Leonor não conseguia pegar na ponta da fita métrica. Como quando a Teresa me fez um gesto feio deitada no chão. Quando o Nuno coçou a canela pela primeira vez. O desenvolvimento de uma paixão dividida por um muro mas unida por uma flor.
Foram momentos mágicos, emocionantes e que me emocionaram diversas vezes. Tantas vezes tive de conter a gargalhada. Tantas vezes senti o nó na garganta, orgulhoso de vocês. E Silvia, os arrepios na espinha são mesmo verdade...



Foi tão bom partilhar o camarim convosco. Ouvir as vossas gargalhadas, sentir o vosso entusiasmo. Quem me faz o nariz?, quem me empresta base?.

Sossegadinho no meu espelho, ouvia-vos e sentia-vos bem de perto, e mesmo sem nunca vos ter dito, a verdade é que vocês, as vossas personagens e as vossas memórias se entranharam em mim.

E é nestas alturas que desejava ser a minha memória uma máquina de filmar, e poder assim registar estes quatros meses - que me parecem agora ter sido apenas quatro horas. Gravar todos os minutos, os bons e os maus, todas as conversas, todas as risadas, as lágrimas também. Poder mostrar-vos a toda a gente, poder contar como foi exactamente. Como eram os minutos passados no 77 antes do início de cada aula. Como eram os intervalos para cigarrinho. Como os olás passaram a ser cada vez mais confortáveis e os até amanhãs cada vez mais difíceis.

E agora, ainda mais difícil.

Hoje, tão difícil

Queria registar a noite de hoje como vocês merecem. Uma homenagem a estes quatro meses, a este espectáculo, a este grupo de amigos, ao amor que nutro por vocês todos.

Registar a emoção que nos vai acompanhar naquele palco.

Hoje, mais do que nunca. O que vai acontecer quando sairmos para agradecer ao público o aplauso que nos acaricia. Como vai ser a última noite no camarim, a última vez que retiramos a pinta vermelha da pontinha dos nossos narizes, a última vez...

E tenho a certeza de que não o vou conseguir fazer como vocês realmente mereciam.

Como um Registador devia registar.

O Registador